Ainda não consegui decidir, dentre os meus defeitos, qual é o principal culpado por eu não chegar ao fim de nada. Se a preguiça de continuar, o medo de tentar e fracassar ou a facilidade que tenho para desistir. Talvez seja mesmo uma mistura dos três.
No início sempre aquela empolgação, motivação e pensamento positivo. O bom é a novidade, os planos que sempre parecem perfeitos. Mas quando o sapato aperta, é tão fácil descalçar. Tão fácil simplesmente se livrar do problema. Tão fácil, tão simples. Arranjo uma desculpa esfarrapada, culpo a vida, a pobreza, o presidente, mas nunca a mim mesma.
A única coisa que é certa é que, ao fim da vida eu vou chegar um dia. Isso se até lá ainda não tiverem inventado uma maneira de fugir disso também.
22 de mai. de 2007
12 de mai. de 2007
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