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10 de set. de 2006

I am Sam

Lucy: Daddy, did God mean for you to be like this or was it an accident?
Sam: Ok, what do you mean?
Lucy: I mean you're different.
Sam: But what do you mean?
Lucy: You're not like other daddies.
Sam: I'm sorry. I'm sorry. Yeah, I'm sorry.
Lucy: It's ok, daddy. It's ok. Don't be sorry. I'm lucky. Nobody else's daddy ever comes to the park.
Sam: Yeah! Yeah! Yeah, we are lucky. Aren't we lucky? Yeah!

Tradução:

Lucy: Pai, Deus quis que você fosse assim ou foi acidente?
Sam: Ok, o que você quer dizer?
Lucy: Quero dizer que você é diferente.
Sam: Mas o que você quer dizer?
Lucy: Você não é como os outros pais.
Sam: Eu sinto muito, sinto muito, sinto muito. Sim, eu sinto muito..
Lucy: Está tudo bem, pai. Está tudo bem. Não sinta. Eu tenho sorte. Os outros pais nunca vão no parque.
Sam: Sim! Sim! Sim, nós temos sorte. Nós não temos sorte? Sim!

Esse diálogo foi retirado do filme I am Sam, onde o pai da menina tem problemas  mentais e possui a inteligência de uma criança de 7 anos. Quando a menina se refere a ele como "diferente" pensamos que ela vai reclamar por ele não ser inteligente como os outros pais, mas na verdade ela está fazendo um elogio ao dizer que ela recebe mais atenção paterna do que as outras crianças com quem convive. Um lindo exemplo sobre como crianças não tem preconceito.

2 de set. de 2006

Maldades

Quem não teve medo do bicho papão? Da madrasta bruxa da Branca de Neve? Quem não se apaixonou e torceu de todo coração para que a bela princesa ficasse com o, também belo, príncipe?

Na infância as coisas são tão mais fáceis, tão mais simples de serem distinguidas. Enquanto que ao crescer nos deparamos com bruxas bondozas e belos príncipes que não valem o que comem.

Na verdade, ninguém se considera a malvadeza em pessoa. Com exceção é claro, aqueles adolescentes que adotam um lado obscuro e acham que são os donos da maldade, não imagino pessoa alguma que tenha ido até o chefe dedurar um colega e logo depois tenha dado gargalhadas malígnas e gritado "como eu adoro ser mau."

Um político corrúpto, um assassino, uma mãe que espanca o filho, a faxineira do hospital que trata a todos com total azedume, dos casos mais graves até os mais insignificantes, todos eles tem na dentro de sí próprios uma desculpa "cabível" que justifica qualquer ato errado que tenham feito ou venham a fazer.

E se nem eles mesmo sabem que o são, como nós poderemos saber?